Celebrado em 15 de abril, o Dia Mundial da Arte convida educadores, estudantes e a sociedade a refletirem sobre o papel da arte na formação de sentidos, identidades e aprendizagens. A data — uma homenagem ao nascimento de Leonardo da Vinci — é, assim, uma oportunidade também para valorizar artistas e destacar o aprendizado artístico na formação cidadã dos jovens.
Instituído pela Associação Internacional de Artes Plásticas (AIAP), vinculada à UNESCO, o marco simboliza principalmente a integração entre arte, ciência e conhecimento, enfatizando a arte como campo interdisciplinar. Por isso, em um cenário global marcado por transformações sociais, culturais e tecnológicas, a linguagem artística é também reconhecida como fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico, da sensibilidade e da criatividade.
O curso Arte: na escola e na vida apresenta para professores da área de Linguagens conceitos e práticas para inspirar aulas mais engajadoras. Quer saber mais? Continue lendo para conhecer algumas referências presentes na formação.
Referências que ampliam o olhar sobre arte e educação

John Dewey (1859 – 1952), filósofo e educador estadunidense, compreendia a arte como experiência. Desse modo, suas pesquisas deslocam o ensino de arte de uma lógica centrada no produto para uma perspectiva que valoriza o processo, a vivência e a interação com o mundo. Para a escola então, isso significa criar situações em que os estudantes possam experimentar, sentir e refletir por meio da arte.

Ana Mae Barbosa (1936 – ) é a principal referência em estudos de Arte-Educação no Brasil. A pesquisadora defende, sobretudo, a democratização do acesso à arte e à cultura, entendendo a escola como espaço para a formação de repertórios culturais diversos. Sua atuação foi decisiva para inserir o ensino de arte nos debates curriculares brasileiros, influenciando políticas públicas e práticas pedagógicas. Ana também valoriza a leitura de imagens como prática educativa. Ao incentivar estudantes a interpretar, questionar e atribuir sentidos às produções artísticas, sua abordagem amplia a visão crítica e a compreensão do contexto social e cultural em que a arte está inserida.

Jaider Esbell (1979–2021) artista e ativista indígena brasileiro, amplia as perspectivas da arte contemporânea porque traz as cosmovisões indígenas para o centro das discussões. Nesse sentido, sua produção tensiona modelos hegemônicos e reforça a importância de uma educação artística comprometida com a diversidade, a ancestralidade e os saberes originários.

Mirian Celeste Martins, professora e coordenadora de grupos de pesquisa em São Paulo, aponta a mediação como essencial para o ensino de arte. De acordo com a pesquisadora, a aprendizagem artística acontece no encontro entre indivíduo, obra e contexto. É nesse espaço que o professor atua como mediador, propiciando condições para que os alunos construam sentidos próprios. A proposta é mudar o foco da transmissão de conteúdos para a criação de experiências estéticas significativas, com o incentivo a perguntas, diferentes interpretações e várias respostas.
Se o Dia Mundial da Arte abre espaço para repensar sentidos, práticas e experiências artísticas, o curso Arte: na escola e na vida apresenta caminhos para ações concretas no cotidiano escolar.
Ao longo do percurso, você acessa, por exemplo, referências teóricas diversas, propostas pedagógicas e experiências que aprofundam repertórios e fortalecem o ensino de arte de forma sensível e contextualizada. O curso é gratuito, on-line e autoformativo. Participe!
Faça sua inscrição!