Conectando Territórios promove diálogo entre redes de ensino sobre currículo e transversalidades

Encontro reuniu redes de ensino para troca de experiências e práticas sobre equidade racial, justiça ambiental e protagonismo juvenil

 

Trocar experiências, reconhecer desafios comuns e descobrir que boas ideias podem atravessar diferentes territórios. Foi com esse propósito que o Instituto iungo realizou, nesta quinta-feira (2), a edição de encerramento do primeiro semestre do Conectando Territórios, encontro que reúne as redes de ensino parceiras dos programas Itinerários Amazônicos e Nosso Ensino Médio.

Representantes das Secretarias de Educação do Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Roraima e Tocantins estiveram reunidos em um espaço pensado para fortalecer o trabalho coletivo e ampliar o repertório das redes estaduais de ensino em torno do tema “Currículo em ação e transversalidades: tecendo redes de equidade racial, justiça ambiental e protagonismo juvenil na escola pública”.

Logo na abertura, o presidente do iungo, Paulo Andrade, destacou a importância do trabalho em conjunto:

“O Conectando Territórios é um dos momentos mais bonitos que fazemos porque ele destaca três aspectos fundamentais: primeiro é a oportunidade de nos  apropriarmos dos resultados que construímos ao longo do semestre. Também mostra a força do coletivo: dentro de cada Secretaria de Educação, há muitas pessoas, no dia a dia, se empenhando para fazer todo o trabalho acontecer, além do iungo e dos educadores nas escolas. Por fim, ganhamos um fôlego a mais para olhar para frente e pensar nos próximos passos.”

Aprender com as experiências dos territórios

Inspirado pelo clima da Copa do Mundo, o encontro conduzido pelas articuladoras do iungo Ana Sefton, Maria Brant, Regina Tunes e Renata Monaco e a formadora Shana Aline, trouxe a ideia de que uma educação pública comprometida com a aprendizagem também se constrói com uma grande equipe: com estratégia, colaboração, diálogo e objetivos compartilhados. Ao longo da programação, as discussões colocaram em evidência três transversalidades que orientam as ações desenvolvidas pelo iungo junto às redes de ensino parceiras: 

Educação Ambiental

Educação para as Relações Étnico-Raciais 

e Projetos de Vida

O encontro buscou responder a uma pergunta comum: como fazer com que essas transversalidades aconteçam, de fato, no cotidiano das escolas?

Uma das atividades convidou os participantes a pensarem sobre quais articulações são essenciais para transformar as transversalidades em ações educativas. Como resultado, as respostas revelaram uma compreensão compartilhada: formação continuada, planejamento integrado e trabalho em equipe caminham lado a lado quando o objetivo é construir um currículo conectado aos territórios, às vivências dos estudantes e aos desafios do presente.

Para a diretora de Educação do iungo, Alcielle dos Santos, os encontros permitem que professores, gestores escolares e técnicos das Secretarias de Educação reconheçam as experiências que já vêm sendo desenvolvidas em diferentes contextos. 

“Nós podemos ser inspiração uns para os outros a partir do que já vem sendo feito nos currículos das redes de ensino participantes. Esse trabalho mostra caminhos pedagógicos e metodológicos para que as transversalidades sejam efetivas na prática, em sala de aula.”

Representando a Secretaria de Estado da Educação do Maranhão, a coordenadora do eixo dos Anos Finais do Ensino Fundamental, Isabella Cabral, apresentou exemplos construídos no âmbito dos Clubes de Letramento, do programa federal Escola das Adolescências, em que a rede de ensino conta com o iungo para oferecer formação continuada para professores e equipes gestoras, com o objetivo de transversalizar a educação ambiental no trabalho de recomposição das aprendizagens.

“Nos Clubes de Letramento junto ao Itinerário Amazônicos nós temos conseguido oferecer aos professores subsídios para que eles trabalhem em sala de aula os contextos da Amazônia em nosso Estado. Um exemplo marcante é do Clube de Letramento Matemático, quando a formadora de referência do iungo Michele Borges relacionou a formação aos festejos de São João, uma manifestação cultural bastante específica e muito forte no Maranhão. Assim, os professores conseguiram acessar novos repertórios e planejar práticas para trabalhar com os estudantes sobre o nosso território.”

O encontro evidenciou, portanto, a importância da escuta das pessoas do território e a participação da comunidade, ideais que ajudam a traduzir o nosso compromisso com uma educação cada vez mais conectada aos contextos locais, às necessidades dos professores, estudantes e à equidade.

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