Projetos de vida na escola: formações apoiam professores em diversas etapas desse trabalho

Cursos gratuitos Cartografias abordam conceitos, promoção da equidade e planejamento no trabalho com projetos de vida na escola. Duas formações encerram inscrições em 3 de julho.

Projetos de vida na escola: formações apoiam professores em diversas etapas desse trabalhoOs projetos de vida na escola fazem parte das estratégias previstas no novo Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em abril. O documento, que orientará as políticas educacionais brasileiras pelos próximos dez anos, traz a importância de promover o desenvolvimento integral dos estudantes e também de uma articulação intersetorial para ampliação de oportunidades e promoção da equidade.

Na escola e na sala de aula, essa construção envolve muito mais do que escolhas profissionais ou planos para o futuro, incluindo o reconhecimento de identidades, por exemplo. Para apoiar educadores nesse trabalho, o Instituto iungo lançou os cursos Cartografias. São formações gratuitas, on-line e autoformativas que abordam diferentes dimensões do trabalho com projetos de vida na escola. As inscrições para os cursos Cartografias: Mapas de Projetos de Vida e Cartografias: Projetos de Vida e Educação para as Relações Étnico-Raciais seguem abertas até 3 de julho. Já o curso Cartografias: planejando aulas de Projetos de Vida permanece disponível ao longo de todo o ano.

Vamos saber mais sobre as formações e os caminhos propícios para que crianças, adolescentes e jovens possam projetar, de forma consistente, possibilidades para a vida pessoal, social e profissional.

1. Entender os fundamentos 

Em primeiro lugar, antes de planejar atividades ou desenvolver propostas pedagógicas, é importante compreender o que são os projetos de vida e qual o seu papel na formação integral.

Projetos de vida na escola: formações apoiam professores em diversas etapas desse trabalhoAssim, o curso Cartografias: Mapas de Projetos de Vida apresenta conceitos, referências e argumentos que ajudam a aprofundar essa compreensão. A formação aborda o papel dos projetos de vida na Educação Básica, sua relação com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os impactos desse trabalho para estudantes, professores e comunidades escolares.

Além disso, os participantes são convidados a refletir sobre como a escola pode contribuir para que os estudantes reconheçam seus interesses e fortaleçam sua autonomia. Por consequência, as possibilidades de participação na vida coletiva ampliam-se em quantidade e qualidade.

Para aprofundar essa discussão, vale também conferir o artigo Por que realizar formações sobre projetos de vida?, publicado aqui no blog.

2. Ampliar o olhar para identidade e pertencimento no trabalho com projetos de vida

Os projetos de vida são construídos a partir das experiências, das referências e das condições concretas vividas pelos estudantes. Por isso, questões relacionadas à identidade, ao pertencimento e às relações sociais devem ser contempladas no trabalho com projetos de vida na escola.

Essa é a proposta do curso Cartografias: Projetos de Vida e Educação para as Relações Étnico-Raciais, desenvolvido pelo Instituto iungo em parceria com a Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (Seduc-RS). A formação apoia educadores na construção de práticas pedagógicas que articulam projetos de vida e Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), reconhecendo a diversidade como elemento constitutivo da formação humana e cidadã.

Lélia Gonzalez, ativista e intelectual negra
Lélia Gonzalez, ativista e intelectual negra, uma das referências apresentadas no conteúdo

Dessa maneira, ao longo do curso, os participantes têm acesso a referências acadêmicas, reflexões e sugestões de atividades. A finalidade é auxiliar a elaboração de práticas comprometidas com a valorização das diferentes trajetórias e a construção de ambientes escolares mais inclusivos.

Para se aprofundar, além de participar do curso, explore outros conteúdos já publicados no blog do iungo:

3. Transformar reflexões em experiências de aprendizagem

A formação sobre os aspectos conceituais e de equidade são indispensáveis para a próxima etapa — transformar esse aprendizado em base para propostas pedagógicas consistentes.

Nesse sentido, o curso Cartografias: Planejando Aulas de Projetos de Vida facilita o trabalho dos professores em momentos de prática e autoria docente. A formação aborda temas como a definição de propósitos formativos, construção de estratégias pedagógicas, mediação das aulas e uso de metodologias ativas.

Projetos de vida e iungo: formação continuada que dialoga com a realidade das redes de ensino

As formações Cartografias também têm inspirado iniciativas de impacto junto a redes públicas de ensino. No Tocantins, por exemplo, educadores que participaram dos cursos contribuíram para a construção de um documento orientador para todas as escolas estaduais. O processo envolveu professores, gestores escolares e equipes técnicas da rede de ensino, com apoio do iungo.

Sobre essa vivência, leia o artigo Projetos de vida e para a vida: parceria entre iungo e rede do Tocantins torna-se exemplo de valorização dos professores. O conteúdo destaca a valorização dos professores participantes e mostra como a formação continuada pode apoiar redes de ensino na construção de propostas conectadas às necessidades dos territórios.

Projetos de vida na escola: formações apoiam professores em diversas etapas desse trabalhoFormações em projetos de vida: inscrições abertas até 3 de julho

Os cursos Cartografias foram organizados para apoiar professores e gestores escolares em diferentes momentos do trabalho com projetos de vida na escola.

As inscrições para os cursos:
Cartografias: Mapas de Projetos de Vida
Cartografias: Projetos de Vida e Educação para as Relações Étnico-Raciais
encerram-se em 3 de julho de 2026.

Já o curso Cartografias: Planejando Aulas de Projetos de Vida segue com inscrições abertas ao longo de todo o ano.

Em suma, se você deseja aprofundar conhecimentos sobre projetos de vida, ampliar repertórios sobre Educação para as relações étnico-raciais e fortalecer o planejamento de aulas, este é um bom momento para conhecer os percursos formativos do Instituto iungo.

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